quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Agência Espacial Européia quer voluntários para viagem a Marte

Próximo destino: Marte. Depois de o governo norte-americano ter anunciado que pretende enviar missões tripuladas ao vizinho terrestre, agora é a vez dos europeus. A Agência Espacial Européia (ESA) está se preparando para futuras viagens ao planeta e procura voluntários para participar de uma missão simulada.
Astronautas para Marte

A simulação será uma experiência de grande porte que envolverá um total de 520 dias, com início previsto para o fim de 2008 ou início de 2009. O período é considerado suficiente para a viagem de ida e volta, mais o tempo de exploração na superfície marciana. Os candidatos devem ter entre 25 e 50 anos e residir em países que integram a ESA.

"Na missão a Marte, esses homens e mulheres terão que tomar conta de si mesmos durante quase dois anos. Sua sobrevivência está em suas próprias mãos, ainda que contem com o trabalho de milhares de engenheiros e cientistas aqui na Terra, que tornarão possível a missão", destacou a agência européia em comunicado.

Na viagem, que ainda não tem data estimada para ocorrer, a tripulação experimentará um completo isolamento. Ficarão confinados durante todo o tempo e perderão a Terra de vista. Sinais de rádio levarão 40 minutos para a transmissão de ida e volta entre a espaçonave e o controle da missão na Terra.

Viagem simulada
Na simulação, técnicos da ESA contarão com a participação de especialistas do Instituto de Problemas Biomédicos da Rússia. O roteiro seguirá o perfil completo de uma missão real, incluindo a fase de exploração na superfície marciana. Os voluntários experimentarão gravidade similar à encontrada no espaço e se alimentarão como os astronautas da Estação Espacial Internacional.
Os exercícios serão conduzidos em Moscou, começando com um período preliminar de 105 dias, seguidos pelos 520 dias da simulação e outros 105 dias de estudos posteriores. A ESA procura por 12 voluntários, quatro para cada fase.
Segundo a agência, os critérios de seleção serão semelhantes aos usados na escolha dos astronautas europeus, mas haverá uma ênfase maior em fatores psicológicos e na resistência ao estresse, devido ao longo período exigido pela missão a Marte.
  Fonte: CUB

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Reino Unido libera mais arquivos sobre OVNIS

Documentos foram coletados entre 1985 e 2007 e podem ser baixados gratuitamente


O governo britânico liberou para o público quase 9 mil páginas de arquivos secretos sobre supostas aparições de óvnis (Objetos Voadores Não Identificados). Os 34 arquivos foram coletados entre 1985 e 2007. Os arquivos podem ser baixados gratuitamente durante 30 dias.   

Em um dos documentos, um comandante militar prevê que a população ficaria decepcionada se soubesse que "falta de fundos e outras prioridades" estavam impedindo o prosseguimento das investigações sobre os óvnis.

"Um dos documentos mais interessantes nos arquivos é de um oficial do serviço secreto que afirma que, apesar dos milhares de relatos recebidos desde a Segunda Guerra Mundial, eles nunca estudaram ou gastaram dinheiro com o assunto e que as pessoas não acreditariam nisso se soubessem", diz o consultor dos arquivos David Clarke.

O documento datado de 5 de julho de 1995 afirma que a imagem que a mídia consagrou da agência britânica de Inteligência DI55 "como defensora da Terra contra o perigo alienígena" estaria "anos-luz de distância da verdade".

O ex-investigador do ministério da Defesa britânico Nick Pope, que trabalhou na entidade entre 1991 e 1995, diz que "o fascinante sobre os arquivos é que eles refletem o debate que existe na sociedade: é interessante sermos visitados por alienígenas ou é pura bobagem?"

"Nós tínhamos os mesmos debates no Ministério da Defesa", diz ele.

Casos
Entre os documentos está o testemunho feito em 2001 de um controlador de vôo então aposentado da aeronáutica sobre um incidente ocorrido na região de Suffolk em 1956.

Freddie Wimbledon diz ter enviado jatos para interceptor um óvni captado por radar e testemunhos de pessoas. Um dos aviões seguiu o óvni de perto antes que ele partisse a "uma velocidade incrível".

Outros documentos relatam o testemunho de várias pessoas que dizem ter visto um óvni sobre o festival de Glastonbury, em 2003 e um disco voador sobre Nottinghamshire.

Mas há também o registro da reclamação de uma mãe e filha que foram ao Ministério da Defesa relatar terem visto um óvni "com o formato de um verme" sobre o bairro londrino de East Dulwich em 2003.

Durante seu depoimento, dois homens "vestidos em trajes espaciais e óculos escuros que se diziam chamar Mok e Mindy" se juntaram aos policiais, em uma aparente brincadeira com a denúncia das duas mulheres.

Na carta, a mulher diz acreditar que isso aconteceu "para nos fazer parecer idiotas e presumir que nossa história era inacreditável".

Busca por ETs será reativada na Califórnia

Fonte: O Estado de São Paulo


SAN JOSE (EUA)

Quarenta e dois radiotelescópios no norte da Califórnia voltarão a buscar por sinais auditivos de vida extraterrestre, após pessoas físicas - incluindo a atriz Jodie Foster, que estrelou um filme sobre o tema, Contato (1997) - doarem US$ 210 mil para que o Instituto Seti (sigla para Busca de Inteligência Extraterrestre, em inglês) continue a operar. O conjunto de telescópios, construído em 2007 com uma doação de US$ 30 milhões de Paul Allen, cofundador da Microsoft, estava desligado desde abril e volta a operar em setembro. 

Estamos muito perto do fim das fraudes fotográficas

Foi criada uma fórmula matemática para descobrir fotos retocadas digitalmente.

Para detectar imagens alteradas, cientistas ecolheram mais de 450 fotos originais e as retocadas publicadas em meios de comunicação
 Um professor americano de Ciências da Informática criou com um aluno uma fórmula matemática para descobrir fotografias retocadas digitalmente, segundo publica a revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).


A alteração digital de fotos publicadas nos meios de comunicação gerou recentemente controvérsia, já que a Associação Médica Americana advertiu que podem contribuir para gerar expectativas pouco realistas da imagem corporal.


Para detectar essas imagens alteradas, o professor Farid Hany do Departamento de Ciências  da Informática no Dartmouth College e seu aluno de doutorado Eric Kee projetaram um método que permite calcular com precisão em que medida foram retocadas.


Para calculá-lo primeiro recolheram mais de 450 fotos originais e as retocadas publicadas em meios de comunicação digitais e a partir daí estabeleceram oito critérios geométricos e fotométricos comuns a todas elas.


Posteriormente, combinaram todos os parâmetros em cada par de fotos, com o objetivo de determinar o grau no qual as imagens tinham sido manipuladas.


Além disso, perguntaram a mais de 350 pessoas que comparassem o mesmo par de fotos e as classificassem em uma escala de 1 (muito similar) a 5 (muito diferentes).


Os pesquisadores incorporaram estes resultados à fórmula para obter uma média de retoque por cada par de fotos.


Os efeitos adversos a longo prazo na saúde pública de retocar de maneira inadequada as imagens publicadas levaram alguns países a considerar a identificação obrigatória para as fotos retocadas.


Segundo os autores, além de como um método quantitativo para avaliar as alterações digitais de fotografias sua fórmula também pode servir como elemento de dissuasão contra o retoque extremo.                                      

Maias previam retorno de um deus em 2012 e não o fim do mundo

Segundo especialistas, o ano de 2012 marcaria o término de uma era e ao começo de outra, com o retorno do deus Bolon Yokte.
 As previsões dos maias para dezembro de 2012 não se referem ao fim do mundo, mas ao retorno do deus Bolon Yokte, que voltaria ao término de uma era e ao começo de outra, segundo uma nova interpretação divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.


Os especialistas Sven Gronemeyer e Barbara Macleod, da Universidade da Trobe (Austrália), divulgaram uma nova interpretação das inscrições maias do sítio arqueológico de Tortuguero, durante a 7ª Mesa Redonda de Palenque, realizada no estado mexicano de Chiapas.


A data de 21 de dezembro de 2012 citada nas inscrições do povo indígena maia gerou diversas especulações sobre supostas "profecias maias do fim do mundo", versão que foi rejeitada pelos arqueólogos e epigrafistas.


Segundo os especialistas, os maias criaram um calendário com base em um período de 400 anos, denominado Baktun. Cada era é composta por 13 ciclos de 400 anos, que somavam 5.125 anos, e, segundo a conta, a era atual concluiria em dezembro de 2012.


Gronemeyer explicou que, de acordo com a visão maia, no final de cada era, completava-se um ciclo de criação e começava outro. Nesta inscrição, menciona-se que 21 de dezembro "seria investida a deidade Bolon Yokote", um deus vinculado à criação e à guerra, que participou do começo da atual era, iniciada em 13 de agosto do ano 3.114 a.C.


O epigrafista alemão indicou que essa inscrição está ligada à história da cidade maia de Tortuguero, na qual se cita o governante Bahlam Ajaw (612-679 d.C.) como futuro participante de um evento do final da era atual.


O texto de caráter narrativo, segundo Gronemeyer, mostra que os governantes maias deveriam "preparar o terreno para o retorno do deus Bolon Yokte, e que o Bahlam Ajaw seria o anfitrião de sua posse".


Conforme este prognóstico, o deus Bolon Yokte presidiria o nascimento de uma nova era, que deverá começar em 21 de dezembro de 2012, e supervisionaria o fim da era atual.


"A aritmética do calendário maia demonstra que o término do 13º Baktun representa simplesmente o fim de um período e a transição para um ciclo novo, embora essa data seja carregada de um valor simbólico, como a reflexão sobre o dia da criação", comentou Gronemeyer.


O epigrafista mexicano Erik Velásquez disse que, para os escribas maias, a história como uma narração de eventos humanos foi uma preocupação secundária. Eles se centravam nos rituais de qualquer tipo, por isso, "as inscrições mostram relações complexas entre o tempo, as esculturas e os prédios".


"Na antiga concepção maia, o tempo se construiu tal como as esculturas e os prédios que as continham, os períodos tinham consciência, vontade, personalidade e se comportavam como humanos", acrescentou Velásquez.                                 
Fonte: O Estado de São Paulo                                      

A Nasa está sendo roubada durante vários anos

Centenas de amostras da Lua e de meteoritos que a Nasa empresta normalmente a pesquisadores desapareceram, revelou uma auditoria da agência espacial americana na quinta-feira. O inspetor-geral da Nasa, Paul Martin, publicou um relatório detalhando a concessão de empréstimos aos pesquisadores que nunca utilizaram as amostras ou simplesmente perderam o controle de amostras raras que datam da primeira viagem dos Estados Unidos à Lua, em 1969.

Segundo a auditoria, "517 materiais astronômicos emprestados se perderam ou foram roubados entre 1970 e junho de 2010". Essas amostras incluem, entre outras, rochas e solo da Lua, íons da camada externa do sol, poeira de cometas e poeira cósmica da estratosfera terrestre.


"Estas amostras constituem um recurso raro e limitado e têm um papel importante na pesquisa e na educação", disse o informe. Em março, a Nasa tinha mais de 26 mil amostras em empréstimo, de uma coleção de 140 mil peças da Lua, 18 mil amostras de meteoritos e 5 mil amostras de poeira cósmica e de cometas. O informe recomenda que a Nasa deve identificar melhor as peças de sua propriedade e elaborar um inventário anual para evitar estas perdas.

Cientistas encontram um mundo desconhecido

Estudo revela comunidades de espécies desconhecidas no fundo do mar, no ambiente escuro e cálido que rodeia condutos hidrotermais.
Um grupo de cientistas britânicos encontrou comunidades de espécies desconhecidas no fundo do mar próximo à Antártida, no ambiente escuro e cálido que rodeia os condutos hidrotermais, diz um estudo.


O achado, feito por especialistas das Universidades de Oxford e Southampton e o Serviço Antártico Britânico permitiram contemplar novas espécies de caranguejo, estrela-do-mar, anêmonas e polvos.


Para a pesquisa, os cientistas empregaram pela primeira vez um veículo dirigido com controle remoto para explorar o East Scotie Ridge, nas profundezas do oceano Antártico.


Nessa zona, os respiradouros hidrotermais, incluindo pontos que chegam a 383 graus Celsius, criam um entorno único carente de luz solar, mas rico em certos componentes químicos.


Segundo o professor Alex Rogers, do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford, "os condutos hidrotermais são o lar dos animais que não são encontrados em nenhuma outra parte do planeta que obtém energia não do Sol, mas de substâncias químicas como o sulfeto de hidrogênio - gás com odor forte e malcheiroso.


As imagens feitas pelo veículo mostram colônias enormes de uma nova espécie de caranguejo agrupadas ao redor dos condutos de ventilação.


A câmera também captou outras imagens de uma nova espécie predadora de estrela-do-mar com sete braços e um polvo de cor pálida não identificado, a quase dois mil metros de profundidade.


"O que não encontramos é quase tão surpreendente como o que encontramos", diz Rogers, que acrescentou que "muitos animais como vermes, mexilhões, caranguejos e camarões encontrados em condutos hidrotermais nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico simplesmente não estavam ali".


Os cientistas também consideram que as diferenças entre os grupos de animais encontrados nos condutos na Antártida e aqueles que estão em outros locais indicam que o Oceano Antártico pode atuar como uma barreira para eles.